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DRM - Detention Restrictive Manager?

Domingo, Julho 22nd, 2007

Marcel Ribeiro Dantas
<ribeirodantas@slackware-rn.com.br>

DRM

DRM - Detention Restrictive Manager?

Em um dia como qualquer outro você se dirige ao seu computador, verifica se o compartilhador de arquivos já terminou de baixar aquela música que você desejava ouvir há dias e só ontem, quando encontrou, começou a baixá-la. Ansioso, executa o seu tocador de mídias (media player) e espera o som tão louvado e esperado começar a relaxar seu corpo.

Infelizmente, isso não acontece pois uma janela é aberta informando que a execução dessa mídia (música) infringe os direitos autorais do seu autor. Você não entende a mensagem e fica meio sem saber o que aconteceu para que seu dia começasse desse jeito. Paciente, como qualquer usuário de sistemas operacionais multi-boot (aqueles que tem a dependência de serem reiniciados vinte e tantas vezes por dia), se dirige ao seu som portátil e coloca o CD que você tinha acabado de comprar. Ele não é reconhecido pelo equipamento. É como se não houvesse mídia no seu som. Já perdendo a paciência você se dirige ao seu DVD para assistir àquele filme que você havia guardado e mais uma vez o seu dispositivo digital não consegue reconhecer ou reproduzir a sua vontade.

O nome desse mecanismo, criado pelas empresas que se sentiam prejudicadas com a distribuição de conteúdo digital sem que houvesse pagamento dirigido a elas, chama-se DRM. Infelizmente, DRM não é um acrônimo para Gestor Restritivo de Detenção (Detention Restrictive Manager), afinal se boa parte dos produtos acoplados com DRM não avisam previamente os clientes que o mesmo vem com esse tipo de instrumento de restrição, não é no nome que eles iriam deixar um resumo do significado. Como retromencionado, o DRM começou a surgir quando as empresas perceberam o prejuízo da utilização livre do conteúdo digital, o que provocou, desde a década de 80, manifestações anti-DRM, como a “DRM IS KILLING MUSIC” promovida em repúdio a anti-pirataria das indústrias fonográficas.

De acordo com os proponentes desse mecanismo, DRM é uma sigla para Digital Rights Management, ou seja, Gestão Digital de Direitos, apesar de que Digital Restrictions Management (Gestão Digital de Restrições) é mais adequado, pois indica o real significado da prática. É um sistema que visa controle do conteúdo digital disponibilizado. Ele pode estar presente através de Software, Hardware ou uma combinação de ambos. Como o DRM não é fruto de uma única empresa e sim de várias empresas que investem contra esse compartilhamento digital em massa, ele se apresenta de várias formas. Mesmo assim, apesar de existirem variados tipos de DRM, todos têm algumas características comuns, como observamos:

  • Informações sobre o uso do conteúdo, como quem acessa, quando acessa, e sob quais condições o acesso é feito. Todas essas informações, que deveriam ser privadas, são enviados ao fabricante do mecanismo DRM.
  • Dependendo das condições, os diferentes tipos de DRM igualmente negam ou permitem o acesso a obra irrefutavelmente, condições essas estabelecidas pelo distribuidor da obra ou do mecanismo DRM.
  • Quando o acesso é permitido, o mesmo é feito sob condições restritivas determinadas pela vontade do distribuidor do mecanismo DRM, mesmo que essas restrições violem direitos garantidos por lei aos usuários.

Ou seja, a propagação de mecanismos tipo DRM, nos moldes mínimos aqui mencionados, coloca o usuário na condição de criminoso, independente da sua boa ou má fé. Será que é justo tratar todos como criminosos? Onde está o direito universal a informação? Se eles não confiam em você, por que você confiaria neles?

Apesar do DRM estar muito presente nas práticas digitais, o foco da sua atuação é sobre obras artísticas, pretendendo fazer valer o direito autoral em cima da liberdade de uma infinidades de pessoas que procuram a informação, como afirmação da sua cidadania.

Prestando atenção em alguns fatos citados aqui, é possível entender como um mecanismo como o DRM pode prejudicar o cotidiano de um adolescente. Até certo ponto, chega a ser ilógico a inclusão desses mecanismos de restrição em DVD players e aparelhos de som. Principalmente por que, com o aumento significativo desse mecanismo e facilidade em reproduzi-lo no computador, seu uso também seria reduzido, e isso poderia acarretar por exemplo numa diminuição das vendas dos tocadores uma vez que as pessoas iriam preferir meios mais difíceis de serem controlados como via DRM como o computador. A questão, é que esses fabricantes muitas vezes não têm opção sendo pressionados pelas mega-corporações a efetivarem a continuidade do uso do DRM.

Já prestaram a atenção e viram como somos dependentes da tecnologia nos dias de hoje? Já pararam para pensar como seremos daqui a dez ou vinte anos? Peço agora um momento de reflexão, para que pensem: Se os mecanismos DRM continuarem e por acaso dominarem o mercado, como seria depender de tecnologias que em vez de dar o controle do dispositivo ao dono, você, dá esse domínio à indústrias que não estão preocupadas com a sua vontade, interesse ou desculpa? E ainda chamam de Trusted Computing.

Imagine um Sistema de Segurança que poderia prender dentro de casa ‘o dono da casa’, ou você dentro de seu próprio carro, ferindo os direitos humanos de ir e vir? E se você não tivesse controle do seu sistema de segurança seja residencial ou do seu carro? Não seria apenas um acaso você ficar preso, mas talvez a vontade do fabricante. Na Europa, muitos dos carros atualmente possuem mapas no painel, facilitando o controle pela cidade. Imagine você não ter vontade, e de repente o carro começar a levá-lo aonde os fabricantes gostariam que você fosse? Ou pior ainda, que alguém mal intencionado adquirisse controle do carro que nem você tem controle, e com más intenções lhe trouxesse alguns problemas?

Riscos existem, problemas também, mas convenhamos que a liberdade de uso do que é de sua propriedade é direito seu, do que você deseja, dentro da lei claro. Infelizmente, a partir de quando seu dispositivo está acoplado com DRM caso você saiba ou não, queira ou não, pode-se dizer que ele não é mais de sua propriedade, logo.. você não tem o direito da liberdade.

E a opinião da FSF (Fundação do Software Livre) em relação a isso? A GNU GPLv3, licença pública geral do projeto GNU, não proíbe DRM de modo algum. Afinal, você tendo seu código licenciado sobre a GNU GPLv3, tem a liberdade de modificar o seu código ou o de qualquer outro do jeito que QUISER, independente de seu propósito e ainda assim distribuir. Ou seja, pode-se implementar livremente mecanismos de DRM em softwares livres, embora a liberdade de modificar faça com que qualquer um possa remover esse mecanismo de restrição, tornando realmente livre o software :). Como a FSF não é besta e não quer que todo ano seja necessário lançar uma nova versão da GNU GPL para agir contra as espertezas das indústrias e empresas que mais uma vez tentam abominar pequenos proprietários e usuários retirando sua liberdade, ela também age contra uma espécie de DRM via hardware e software, em conjunto.

Isso chama-se TiVoização, em homenagem a empresa empreendedora da prática, a TiVo. A Tivoização sim, É proibida pela GNU GPLv3, pois esses dispositivos impedem a utilização do aparelho após detectar alterações no código recompilado. Como disse Richard Stallman, “O desenvolvedor desses aparelhos tira vantagem da liberdade que o software livre proporciona, e tira essa liberdade de você.”

Copyright 2007 Marcel Ribeiro Dantas

Permite-se distribuição, publicação e cópia literal da íntegra deste documento, sem pagamento de royalties, desde que sejam preservadas a nota de copyright, a URL oficial do documento e esta nota de permissão.

http://www.slackware-rn.com.br/~vuln/2007/07/22/drm-detention-restrictive-manager/

GNU/Linux ou Linux?

Quarta-feira, Julho 18th, 2007

 

Marcel Ribeiro Dantas
<ribeirodantas@slackware-rn.com.br>
Cabeça de um gnu, elemento que representa o Software Livre.Pinguim, animal representante do Linux
GNU/Linux ou Linux?

Mais de quinze anos depois do lançamento do GNU/Linux, os usuários desse mesmo sistema operacional ainda tendem a chamá-lo de um modo incorreto, o nominando como Linux, apenas uma parte do sistema.

O Linux na verdade é um kernel, o núcleo do sistema operacional, parte essa responsável pela interação com os periféricos, gerenciamento dos recursos da máquina, ou seja, o kernel é uma parte essencial do sistema como qualquer outra. Já podemos concluir então que embora a justiça não seja o único motivo, é totalmente errado chamar todo o sistema operacional de Linux, já que esse nome representa apenas uma parte de todo o conjunto.

É nesse ponto da discussão que devemos retornar um pouco na história, na década de 80 quando surgiu o Projeto GNU [2], criado por Richard Matthew Stallman. O objetivo do Projeto GNU, era criar um Sistema Operacional totalmente livre, um sistema apenas contendo softwares livres que não restringissem de modo algum a liberdade do usuário nem o obrigasse a aceitar licenças e termos que levassem ele a trair a si próprio e o resto da sociedade.

Como o Unix era proprietário e o objetivo do projeto GNU era construir um sistema operacional totalmente livre, eles basearam-se na estrutura do Unix, reescrevendo cada software e preservando a liberdade, por isso GNU é um acrônimo recursivo para Gnu Não é Unix (do inglês GNU is Not Unix).

Sabendo a história do Projeto GNU, você irá notar que anos depois do início do projeto (dado início em 1984) e meados da década de 90 estava quase tudo terminado. Todos os softwares com a ajuda de diversos colaboradores ao redor do mundo tinham sido concluídos mas faltava ainda uma pequena parte; o kernel. Eles iniciaram o desenvolvimento do GNU Hurd, o kernel esperado para preencher essa lacuna, porém o finlandês Linus Torvalds a preencheu relicenciando como software livre o núcleo Linux, que havia publicado um ano antes, com a recomendação de uso junto com o sistema operacional GNU.

Logo, após a questão de justiça, temos que o Linux depois de muito tempo do início do projeto GNU, começou a participar dele. Então, o GNU não é parte do Linux e sim o Linux do GNU, mesmo isso não fazendo muita diferença.

O problema é que muitos usuários por motivos bem variados preferem chamar apenas de Linux, seja lá pelo lado estético de ser um nome menor, mais simples de se dizer (pronuncia-se LÍ-nux e gúú-noo LÍnux no caso de GNU/Linux), má fé ou apenas ignorância em desconhecer o termo. Vemos então, mais uma vez, que o correto na realidade seria chamar o sistema de GNU/Linux afinal fazemos referência a ele como todo, ou apenas Linux se quisermos nos referir ao kernel (núcleo do sistema).

Problema maior ainda nessa nomenclatura, é o desrespeito a vários usuários que trabalharam no projeto GNU e em vez de serem reconhecidos igualmente os desenvolvedores do kernel, Linux, são esquecidos mesmo o GNU sendo bem maior do que o Linux. Se você não acredita no que acabou de ler, continue a leitura por onde irá obter provas da veracidade dessa afirmação, que inclui aplicações como a GNU C Libraries (glibc), GNU Emacs e outros. Clicando aqui você poderá ter acesso a lista dos pacotes GNU na árvore do current do Slackware (pós Slackware 12.0.0). O linux limita-se apenas ao kernel-headers, kernel-modules e kernel-source.

De acordo com o servidor público do kernel Linux, o tamanho do linux para download é:

linux-2.6.22.tar.gz 08-Jul-2007 23:48 54M (234 MB descompactado)

Tomando como exemplo a distribuição Slackware, o tamanho do Sistema Operacional GNU (soma dos pacotes pertencentes ao projeto) presente na distribuição é:

Sistema Operacional GNU 01-07-2007 23:23:00 1178 MB*

*: Não calculei os pacotes do Sistema Operacional GNU contidos no diretório /testing da distribuição.

Podemos ver então que não há necessidade de chamar o Sistema Operacional GNU/Linux de apenas Linux, pois o próprio GNU é muito maior (de acordo com os dados acima apresentados, quatro vezes maior). Interessante também citar que o Sistema Operacional GNU não se faz apenas de pacotes GNU e sim de diversos Softwares Livres que trabalham com os utilitários GNU.

Espero que ao fim desse artigo você possa saber por que uns chamam de um modo, outros de modos diversificados e qual a diferença de tais nomenclaturas. Lembrem-se que uma vez que o projeto GNU também pensa em “free speech” (liberdade de expressão), você tem total direito de chamar pelo nome que quiser, porém se quer ter respeito pelo esforço de várias pessoas ao redor do mundo, incluindo Brasileiros, não tenha má fé. Chame pelo nome correto; GNU/Linux.

Copyright 2007 Marcel Ribeiro Dantas

Permite-se distribuição, publicação e cópia literal da íntegra deste documento, sem pagamento de royalties, desde que sejam preservadas a nota de copyright, a URL oficial do documento e esta nota de permissão.

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GNU GPLv3; uma licença malvada?

Terca-feira, Julho 10th, 2007

GNU - Gnu is Not Unix

Olá a todos,

Gostaria inicialmente de agradecer aos usuários que tem mantido o acesso freqüente ao blog, me levando a postar com melhor conteúdo e em curtos intervalos de tempo, e ainda mais a fascinar-me por essa prática tão incrível que é manter um blog.

Estou de férias, outra vitória!! hehehe ;) Mesmo passando nem 20 dias de férias, vão ser o suficiente para colocar ordem nas atividades hehehe :D

Indo direto ao ponto temático do post; a GPLv3. Quando comecei a me interessar sobre licenças de Software Livre como a GNU GPL, licença usada em 3/4 dos Softwares Livres do mundo, ou seja, a mais usada apesar de não ser a primeira a surgir, ouvi comentários de várias pessoas sobre o rascunho da possível GPLv3 classificando que iria ser um fracasso, e ditos do tipo. O problema, é que misteriosamente esses comentários me fizeram ter uma certa aversão a GPLv3, de modo que quando cheguei a III Semana do Software Livre da Universidade Federal do Ceará e vi os bottons da GPLv3 e toda a empolgação do nosso grande representante do FSFLA em território nacional, Alexandre Oliva, em relação a GPLv3, fiquei curioso. Quando soube de sua palestra sobre as licenças existentes e suas modificações em relação a GPLv3, “Magic mirror on the net, what’s the fairest license yet? A GPLv3 fairness tale.”, (Em Inglês) não pude deixar de comparecer, marcando presença nessa excelente palestra.

GPLv3

Desde esse dia mudei todas as minhas concepções sobre a GPLv3, e em vez de abdicar fanaticamente das opiniões de meus amigos OU das do grande Alexandre Oliva, preferi ir a fundo e estudar a licença e o próprio Software Livre. Uma boa prática e até exercício para isso foi elaborar toda a documentação referente ao Gtool, uma simples ferramenta para o Slackware que eu sou desenvolvedor. O Get Tool está licenciado como GNU GPLv2 e graças ao lançamento da GNU GPLv3 e suas qualidades estou junto com o mantenedor do projeto vendo a possibilidade de migrar o mais rápido possível a ferramenta para a GNU GPLv3.

O que tenho visto nos últimos dias são vários blogs, sites de notícias e artigos indo de cara na GPLv3 e a criticando [1] com poucos dados, a definhando sem lógica e de todos os lados tentando derrubá-la como uma má licença sempre apenas com persuasão em vez de apresentar argumentos. Por isso, lhes mostro de primeira mão um artigo em versão longa escrita pelo Alexandre Oliva sobre as novidades da GPLv3, um pouco sobre a GPLv2 e suas diferenças e por que a GPLv3 nasceu; por frescura ou se realmente era preciso nos dias atuais.

Na minha opinião, que chega a se assemelhar muito com a imposta no rascunho do artigo, a GPLv3 nasceu principalmente para fornecer a você, desenvolvedor, mais defesa do seu Software em referência aos espertinhos que sempre estão de olho nas ambiguidades e coisas do tipo para aproveitar-se da licença. Desse modo, sendo mais explícita e adicionando alguns poucos detalhes para aumentar a compatibilidade com outras licenças nasce a GPLv3, uma GPLv2 bem melhorada e excelente para os dias de hoje, dias esses os quais várias empresas e usuários já driblaram as cláusulas da GPLv2.

Uma feliz leitura ao artigo do Oliva e até mais!

Você poderá ler uma versão não-oficial traduzida para o pt-br da GPLv3 clicando aqui. Ainda existe um artigo fazendo primeiras análises sobre a GPLv3 a partir do seu lançamento que pode ser obtido aqui.

Uma matéria mais detalhada e diferente, também escrita por mim, pode ser obtida na minha Coluna na Revista GostodeLer.

Marcel Ribeiro Dantas <ribeirodantas@slackware-rn.com.br>
http://sourceforge.net/projects/gtool

IE: A caca

Quarta-feira, Junho 13th, 2007

IE: A caca

Alexandre Oliva & Vinícius de Moraes

Era um browser
muito inseguro
não tinha abas
só tinha furo

Ninguém podia
apagar ele não
porque o Windows
não dava opção

Ninguém podia
surfar na net
sem anti-vírus
que desinfete

Ninguém podia
fazer download
porque o explorer
tá mais pra explode

Pois era feito
sem muito esmero
na rua dos bobos
número um

Copyright 2005, 2007 Alexandre Oliva

Permite-se distribuição, publicação e cópia literal do poema neste documento, sem pagamento de royalties, desde que sejam preservadas a nota de copyright, a URL oficial do documento e esta nota de permissão.

Retirado do BLOG do Alexandre Oliva, deixo esse poema para que vocês possam degustar da enorme criatividade desse grande ativista do Software Livre em nossa sociedade.

Abraços,

Marcel Ribeiro Dantas <vuln@slackware-rn.com.br>


				

III Semana do Software Livre da UFC

Segunda-feira, Junho 11th, 2007

Apesar de não ter conseguido o tempo que gostaria para poder dar início a uma retrospectiva das atividades ocorridas na III Semana do Software Livre da UFC vou fazer o possível para em um curto prazo de tempo, nesse pequeno resumo passar para você, leitor e visitante do meu blog, as principais atividades que lá foram desenvolvidas.

Cheguei a Fortaleza, Ceará, um dia antes do evento ainda na terça-feira, final da tarde. Fui com o Gil terminar de ver umas coisas do evento na cidade, nos deslocamos para uma reunião na UFC e no final das contas, cheguei em casa para guardar e organizar minha mala já era de madrugada. Vida difícil em? ;)

Vou deixar de contar papo furado e ir direto ao assunto, o evento. Houve a participação de várias personalidades do Software Livre nacional como o Alexandre Oliva, Júlio Neves, Rodrigo Padula, Carlinhos Cecconi, Danilo Rodrigues, Frederico Guimarães e muitos outros. Gostaria de deixar claro inclusive, a grande admiração que hoje sinto por muitos deles pela humildade, simpatia e méritos atingidos como o Carlinhos, o Alexandre e o Frederico. Homens que realmente lutam pelo Software Livre ao ponto de serem conhecidos pelos seus atos em vários cantos do mundo e em paralelo a isso manter a compostura de humildade e de pessoas normais como qualquer outras; estão todos de parabéns.

As palestras do Alexandre Oliva, “Software Livre e a Matrix” e “Espelho mágico na internet. Qual a melhor licença até agora?”, com excelente conteúdo e seu jeito simpático de expressar as coisas fizeram-nas serem umas das palestras de maior conteúdo e qualidade do evento. Tivemos apresentações muito boas tanto com o Cecconi como também a do Frederico que deixou boa parte da organização do evento inclusive curiosa em que tipo de assunto seria tratado na sua palestra “Software Livre e a extinção dos dinossauros”, palestra essa fenomenal onde o próprio utilizou uma ferramenta chamada Freemind para organizar pensamentos e idéias que foram explanadas ao decorrer da palestra.

O Rodrigo Padula, representando o Projeto Fedora como Embaixador, também apresentou duas palestras das quais ambas tratou do Fedora e seu lançamento na versão 7.0. Tivemos no último dia uma Maratona de Robótica, Robocode, sorteios e diversas outras atividades que tornaram esse evento único perante muitos outros. Só foi uma pena que a maratona de segurança não foi como esperavam :P

Em breve a organização do SESOL irá disponibilizar as palestras e fotos no site oficial do evento, mas a minha você já poderá fazer o download aqui mesmo no meu blog (localize-se pelo menu a sua direita).

E pessoal, apesar de ter sido submetido a parte da organização durante o evento estou por fora agora por isso não sei quando as palestras serão hospedadas :( (espero que logo). Posso apenas informar, pelo o que sei, que as palestras apresentadas no evento e muitas outras do Alexandre Oliva encontram-se no seu endereço pessoal, que você poderá acessar pelo link abaixo:

Espero que tenham entendido esse meu resumo sobre as atividades decorridas no SESOL desse ano. Se faltar algo, eu coloco no próximo post por onde irei falar das minhas poucas aventuras nas horas vagas dessa viagem a Fortaleza.

Abraços,

Marcel Ribeiro Dantas <ribeirodantas@slackware-rn.com.br>