Petição por uma Internet Democrática

GNU GPLv3; uma licença malvada?

GNU - Gnu is Not Unix

Olá a todos,

Gostaria inicialmente de agradecer aos usuários que tem mantido o acesso freqüente ao blog, me levando a postar com melhor conteúdo e em curtos intervalos de tempo, e ainda mais a fascinar-me por essa prática tão incrível que é manter um blog.

Estou de férias, outra vitória!! hehehe ;) Mesmo passando nem 20 dias de férias, vão ser o suficiente para colocar ordem nas atividades hehehe :D

Indo direto ao ponto temático do post; a GPLv3. Quando comecei a me interessar sobre licenças de Software Livre como a GNU GPL, licença usada em 3/4 dos Softwares Livres do mundo, ou seja, a mais usada apesar de não ser a primeira a surgir, ouvi comentários de várias pessoas sobre o rascunho da possível GPLv3 classificando que iria ser um fracasso, e ditos do tipo. O problema, é que misteriosamente esses comentários me fizeram ter uma certa aversão a GPLv3, de modo que quando cheguei a III Semana do Software Livre da Universidade Federal do Ceará e vi os bottons da GPLv3 e toda a empolgação do nosso grande representante do FSFLA em território nacional, Alexandre Oliva, em relação a GPLv3, fiquei curioso. Quando soube de sua palestra sobre as licenças existentes e suas modificações em relação a GPLv3, “Magic mirror on the net, what’s the fairest license yet? A GPLv3 fairness tale.”, (Em Inglês) não pude deixar de comparecer, marcando presença nessa excelente palestra.

GPLv3

Desde esse dia mudei todas as minhas concepções sobre a GPLv3, e em vez de abdicar fanaticamente das opiniões de meus amigos OU das do grande Alexandre Oliva, preferi ir a fundo e estudar a licença e o próprio Software Livre. Uma boa prática e até exercício para isso foi elaborar toda a documentação referente ao Gtool, uma simples ferramenta para o Slackware que eu sou desenvolvedor. O Get Tool está licenciado como GNU GPLv2 e graças ao lançamento da GNU GPLv3 e suas qualidades estou junto com o mantenedor do projeto vendo a possibilidade de migrar o mais rápido possível a ferramenta para a GNU GPLv3.

O que tenho visto nos últimos dias são vários blogs, sites de notícias e artigos indo de cara na GPLv3 e a criticando [1] com poucos dados, a definhando sem lógica e de todos os lados tentando derrubá-la como uma má licença sempre apenas com persuasão em vez de apresentar argumentos. Por isso, lhes mostro de primeira mão um artigo em versão longa escrita pelo Alexandre Oliva sobre as novidades da GPLv3, um pouco sobre a GPLv2 e suas diferenças e por que a GPLv3 nasceu; por frescura ou se realmente era preciso nos dias atuais.

Na minha opinião, que chega a se assemelhar muito com a imposta no rascunho do artigo, a GPLv3 nasceu principalmente para fornecer a você, desenvolvedor, mais defesa do seu Software em referência aos espertinhos que sempre estão de olho nas ambiguidades e coisas do tipo para aproveitar-se da licença. Desse modo, sendo mais explícita e adicionando alguns poucos detalhes para aumentar a compatibilidade com outras licenças nasce a GPLv3, uma GPLv2 bem melhorada e excelente para os dias de hoje, dias esses os quais várias empresas e usuários já driblaram as cláusulas da GPLv2.

Uma feliz leitura ao artigo do Oliva e até mais!

Você poderá ler uma versão não-oficial traduzida para o pt-br da GPLv3 clicando aqui. Ainda existe um artigo fazendo primeiras análises sobre a GPLv3 a partir do seu lançamento que pode ser obtido aqui.

Uma matéria mais detalhada e diferente, também escrita por mim, pode ser obtida na minha Coluna na Revista GostodeLer.

Marcel Ribeiro Dantas <ribeirodantas@slackware-rn.com.br>
http://sourceforge.net/projects/gtool

6 Responses to “GNU GPLv3; uma licença malvada?”

  1. nibbles Says:

    vuln, estou me sentindo exatamente da mesma maneira que você estava
    se a modificação for o que você disse mesmo, apenas uma melhora nas ambiguidades, então a GLPv3 tem meu apoio
    agora irei ler o artigo do Alexandre para tirar minhas conclusões
    :D

  2. Marcel Ribeiro Dantas Says:

    É claro que não trata-se apenas de melhorias nas ambiguidades, afinal de 7 pularam para 13 páginas se não me engano. O problema é que os usuários estão preparados para as novas tecnologias e modos de driblar problemas relacionados a patentes, mas a GNU GPLv2 não. Por isso nós temos agora a impossibilidade de efetuar TiVoização em um Software Livre licenciado como GNU GPLv3, e alguns requerimentos (não restrições!!).

    Obrigado pelo comentário :)

    Abraço!

  3. nibbles Says:

    bom, demorei, mas li
    e voltei aqui para dizer o que achei, assim como você me pediu..
    eu realmente acho que todas as pessoas que não apoiam a GPLv3 simplesmente não leram o texto do Alexandre Oliva
    jaksdkjasd
    não tem por que não apoiar a GPLv3
    ela simplesmente melhora a v2 em vários aspectos

    resumindo… até hoje de manhã eu tinha dúvidas sobre a modificação pois ainda não tinha me informado direito, agora está tudo mais claro..
    com essa modificação a GPL continua sendo a GPL
    =)

  4. Marcel Ribeiro Dantas Says:

    Resumindo meus pensamentos em relação ao seu post, tenho que concordar com o que disseste. As pessoas não leêm, e se apoiam em comentários de pessoas que apesar da convicção também não leram a licença.

    Não entenderam que ela não restringe, e sim diz detalhadamente, explicitamente, que você que licencia seu código sobre GNU GPLv3 não pode criar restrições adicionais para usuários terceiros.

    Bem, é isso!

    Ao menos fico feliz porque consegui fazer alguém lê-la \o/

    Abraço!

  5. llp Says:

    O problema é que algumas pessoas esperam da GPL uma licença que ela não surgiu para ser. Ela surgiu para ser uma licença cujo objetivo é garantir que o Software seja Livre para todos.

    Infelizmente, algumas pessoas olham para a GPL como a licença de código aberto mais usada do mundo, assim, elas simplesmente olham para aquela definição da Debian/OSI e consideram aquilo suficiente, ou seja, TIVOnização a visa, DRM para todo lado, e falta total de liberdade, somenete um “código aberto, visível”.

  6. Marcel Ribeiro Dantas Says:

    Falou e disse Leo. O principal objetivo da GNU GPL é manter o Software Livre, e exemplo disso foi um artigo que mostrou as primeiras mudanças entre a GNU GPLv2 e o primeiro rascunho da GNU GPLv3. Uma coisa que achei interessante é que no terceiro parágrafo do preâmbulo eles tiraram “restrições” e colocaram “requisitos”, por que essa é a verdade. A GNU GPL não quer aplicar restrições mas sim criar requisitos para que se você aceitar a licença você está impossibilitado de criar restrições adicioneis para usuários que possam chegar a utilizar o seu software.

    O artigo pode ser acessado no link a seguir: http://www.groklaw.net/articlebasic.php?story=20060118155841115

    Abraço!

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