Petio por uma Internet Democrtica

Arquivos de Julho, 2007

DRM - Detention Restrictive Manager? [versão resumida]

Sexta-feira, Julho 27th, 2007

Marcel Ribeiro Dantas
<ribeirodantas@slackware-rn.com.br>

DRM

DRM - Detention Restrictive Manager?

Todos os dias, somos assolados com mensagens que visam a restrição do conteúdo o qual tentamos acessar. Isso já começa a fazer parte do nosso cotidiano, onde pessoas tentam nos restringir, atos tentam restringir os nossos e até no acesso ao conteúdo digital, encontramos restrições. Não é nada raro receber uma mensagem de seu media player informando que ele não pode reproduzir a mídia desejada. Será incapacidade ou restrição?

Muitas vezes tentamos nos esquivar dos altos custos de filmes, comprando DVDs de baixa qualidade, gravados por câmeras em cinemas por exemplo, e quando tentamos reproduzi-lo em nosso DVD player o mesmo trata de informar que não há midia na bandeja. Como não há? Acabei de inserir!

No momento que temos nossos desejos restringidos desse modo, estamos entrando em contato com um mecanismo chamado DRM. O DRM, infelizmente, não significa Detention Restrictive Manager (Gestor Restritivo de Detenção), mesmo que em muitos casos trate o usuário como um cárcere. De acordo com seus proponentes, DRM é um acrônimo para Digital Rights Management (Gestão Digital de Direitos) também conhecido como Digital Restriction Management (Gestão Digital de Restrições). Se nos próprios produtos acoplados com DRM não há informação prévia da presença do mesmo, não seria no seu nome que iria vir identificado o seu real significado.

Quem criou o DRM? Quem criaria um mecanismo de restrição de conteúdo, ainda mais nessa época que vivemos, a época da “informação”? Por que restringir as pessoas de terem acesso ao conteúdo digital, um dos melhores métodos de compartilhamento e reprodução de informações? O DRM foi criado não como um único mecanismo, mas como vários, semelhantes, com o objetivo de reter o prejuízo que as indústrias fonográficas tinham com a rápida disseminação dos dados, quando lançados nas redes de computadores.

Desse modo, temos vários tipos de DRM que apesar da diversidade ainda assemelham-se com algumas características:

  • Informações sobre o uso do conteúdo, como quem acessa, quando acessa, e sob quais condições o acesso é feito. Todas essas informações, que deveriam ser privadas, são enviados ao fabricante do mecanismo DRM.
  • Dependendo das condições, os diferentes tipos de DRM igualmente negam ou permitem o acesso a obra irrefutavelmente, condições essas estabelecidas pelo distribuidor da obra ou do mecanismo DRM.
  • Quando o acesso é permitido, o mesmo é feito sob condições restritivas determinadas pela vontade do distribuidor do mecanismo DRM, mesmo que essas restrições violem direitos garantidos por lei aos usuários.

Ou seja, a propagação de mecanismos tipo DRM, nos moldes mínimos aqui mencionados, coloca você na condição de criminoso, independente da sua boa ou má fé. Será que é justo tratar todos como criminosos? Onde está o direito universal à informação? Se eles não confiam em você, por que você confiaria neles? A última indagação diz respeito a uma campanha anti-TC (Trusted Computing), uma prática que deveria dar a você o direito de identificar o que é ameaça e o que não, e que infelizmente nos dias de hoje trata você como criminoso.

Hoje em dia pode-se notar nossa dependência com recursos tecnológicos mas e daqui a uma ou duas décadas? Nossa dependência será tamanha que a existência desses mecanismos poderá colocar nossas vidas em risco, como ficar preso graças ao sistema de segurança de sua própria casa ou dentro de seu carro como possível criminoso. Chega-se a perder o direito de propriedade pelo o que é seu, e nesse ponto os próprios direitos humanos deixam de existir; principalmente porque, você não é mais detentor da propriedade, pois esses dispositivos são cedidos para seu uso e não mais sob sua propriedade, fazendo assim o conceito de liberdade deixar de existir.

Copyright 2007 Marcel Ribeiro Dantas

Permite-se distribuição, publicação e cópia literal da íntegra deste documento, sem pagamento de royalties, desde que sejam preservadas a nota de copyright, a URL oficial do documento e esta nota de permissão.

http://colunas.digi.com.br/2007/07/27/drm-detention-restrictive-manager/

DRM - Detention Restrictive Manager?

Domingo, Julho 22nd, 2007

Marcel Ribeiro Dantas
<ribeirodantas@slackware-rn.com.br>

DRM

DRM - Detention Restrictive Manager?

Em um dia como qualquer outro você se dirige ao seu computador, verifica se o compartilhador de arquivos já terminou de baixar aquela música que você desejava ouvir há dias e só ontem, quando encontrou, começou a baixá-la. Ansioso, executa o seu tocador de mídias (media player) e espera o som tão louvado e esperado começar a relaxar seu corpo.

Infelizmente, isso não acontece pois uma janela é aberta informando que a execução dessa mídia (música) infringe os direitos autorais do seu autor. Você não entende a mensagem e fica meio sem saber o que aconteceu para que seu dia começasse desse jeito. Paciente, como qualquer usuário de sistemas operacionais multi-boot (aqueles que tem a dependência de serem reiniciados vinte e tantas vezes por dia), se dirige ao seu som portátil e coloca o CD que você tinha acabado de comprar. Ele não é reconhecido pelo equipamento. É como se não houvesse mídia no seu som. Já perdendo a paciência você se dirige ao seu DVD para assistir àquele filme que você havia guardado e mais uma vez o seu dispositivo digital não consegue reconhecer ou reproduzir a sua vontade.

O nome desse mecanismo, criado pelas empresas que se sentiam prejudicadas com a distribuição de conteúdo digital sem que houvesse pagamento dirigido a elas, chama-se DRM. Infelizmente, DRM não é um acrônimo para Gestor Restritivo de Detenção (Detention Restrictive Manager), afinal se boa parte dos produtos acoplados com DRM não avisam previamente os clientes que o mesmo vem com esse tipo de instrumento de restrição, não é no nome que eles iriam deixar um resumo do significado. Como retromencionado, o DRM começou a surgir quando as empresas perceberam o prejuízo da utilização livre do conteúdo digital, o que provocou, desde a década de 80, manifestações anti-DRM, como a “DRM IS KILLING MUSIC” promovida em repúdio a anti-pirataria das indústrias fonográficas.

De acordo com os proponentes desse mecanismo, DRM é uma sigla para Digital Rights Management, ou seja, Gestão Digital de Direitos, apesar de que Digital Restrictions Management (Gestão Digital de Restrições) é mais adequado, pois indica o real significado da prática. É um sistema que visa controle do conteúdo digital disponibilizado. Ele pode estar presente através de Software, Hardware ou uma combinação de ambos. Como o DRM não é fruto de uma única empresa e sim de várias empresas que investem contra esse compartilhamento digital em massa, ele se apresenta de várias formas. Mesmo assim, apesar de existirem variados tipos de DRM, todos têm algumas características comuns, como observamos:

  • Informações sobre o uso do conteúdo, como quem acessa, quando acessa, e sob quais condições o acesso é feito. Todas essas informações, que deveriam ser privadas, são enviados ao fabricante do mecanismo DRM.
  • Dependendo das condições, os diferentes tipos de DRM igualmente negam ou permitem o acesso a obra irrefutavelmente, condições essas estabelecidas pelo distribuidor da obra ou do mecanismo DRM.
  • Quando o acesso é permitido, o mesmo é feito sob condições restritivas determinadas pela vontade do distribuidor do mecanismo DRM, mesmo que essas restrições violem direitos garantidos por lei aos usuários.

Ou seja, a propagação de mecanismos tipo DRM, nos moldes mínimos aqui mencionados, coloca o usuário na condição de criminoso, independente da sua boa ou má fé. Será que é justo tratar todos como criminosos? Onde está o direito universal a informação? Se eles não confiam em você, por que você confiaria neles?

Apesar do DRM estar muito presente nas práticas digitais, o foco da sua atuação é sobre obras artísticas, pretendendo fazer valer o direito autoral em cima da liberdade de uma infinidades de pessoas que procuram a informação, como afirmação da sua cidadania.

Prestando atenção em alguns fatos citados aqui, é possível entender como um mecanismo como o DRM pode prejudicar o cotidiano de um adolescente. Até certo ponto, chega a ser ilógico a inclusão desses mecanismos de restrição em DVD players e aparelhos de som. Principalmente por que, com o aumento significativo desse mecanismo e facilidade em reproduzi-lo no computador, seu uso também seria reduzido, e isso poderia acarretar por exemplo numa diminuição das vendas dos tocadores uma vez que as pessoas iriam preferir meios mais difíceis de serem controlados como via DRM como o computador. A questão, é que esses fabricantes muitas vezes não têm opção sendo pressionados pelas mega-corporações a efetivarem a continuidade do uso do DRM.

Já prestaram a atenção e viram como somos dependentes da tecnologia nos dias de hoje? Já pararam para pensar como seremos daqui a dez ou vinte anos? Peço agora um momento de reflexão, para que pensem: Se os mecanismos DRM continuarem e por acaso dominarem o mercado, como seria depender de tecnologias que em vez de dar o controle do dispositivo ao dono, você, dá esse domínio à indústrias que não estão preocupadas com a sua vontade, interesse ou desculpa? E ainda chamam de Trusted Computing.

Imagine um Sistema de Segurança que poderia prender dentro de casa ‘o dono da casa’, ou você dentro de seu próprio carro, ferindo os direitos humanos de ir e vir? E se você não tivesse controle do seu sistema de segurança seja residencial ou do seu carro? Não seria apenas um acaso você ficar preso, mas talvez a vontade do fabricante. Na Europa, muitos dos carros atualmente possuem mapas no painel, facilitando o controle pela cidade. Imagine você não ter vontade, e de repente o carro começar a levá-lo aonde os fabricantes gostariam que você fosse? Ou pior ainda, que alguém mal intencionado adquirisse controle do carro que nem você tem controle, e com más intenções lhe trouxesse alguns problemas?

Riscos existem, problemas também, mas convenhamos que a liberdade de uso do que é de sua propriedade é direito seu, do que você deseja, dentro da lei claro. Infelizmente, a partir de quando seu dispositivo está acoplado com DRM caso você saiba ou não, queira ou não, pode-se dizer que ele não é mais de sua propriedade, logo.. você não tem o direito da liberdade.

E a opinião da FSF (Fundação do Software Livre) em relação a isso? A GNU GPLv3, licença pública geral do projeto GNU, não proíbe DRM de modo algum. Afinal, você tendo seu código licenciado sobre a GNU GPLv3, tem a liberdade de modificar o seu código ou o de qualquer outro do jeito que QUISER, independente de seu propósito e ainda assim distribuir. Ou seja, pode-se implementar livremente mecanismos de DRM em softwares livres, embora a liberdade de modificar faça com que qualquer um possa remover esse mecanismo de restrição, tornando realmente livre o software :). Como a FSF não é besta e não quer que todo ano seja necessário lançar uma nova versão da GNU GPL para agir contra as espertezas das indústrias e empresas que mais uma vez tentam abominar pequenos proprietários e usuários retirando sua liberdade, ela também age contra uma espécie de DRM via hardware e software, em conjunto.

Isso chama-se TiVoização, em homenagem a empresa empreendedora da prática, a TiVo. A Tivoização sim, É proibida pela GNU GPLv3, pois esses dispositivos impedem a utilização do aparelho após detectar alterações no código recompilado. Como disse Richard Stallman, “O desenvolvedor desses aparelhos tira vantagem da liberdade que o software livre proporciona, e tira essa liberdade de você.”

Copyright 2007 Marcel Ribeiro Dantas

Permite-se distribuição, publicação e cópia literal da íntegra deste documento, sem pagamento de royalties, desde que sejam preservadas a nota de copyright, a URL oficial do documento e esta nota de permissão.

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GNU/Linux o Linux?

Quinta-feira, Julho 19th, 2007

Marcel Ribeiro Dantas
<ribeirodantas@slackware-rn.com.br>
Cabeça de um gnu, elemento que representa o Software Livre.Pinguim, animal representante do Linux
GNU/Linux o Linux?

Mas de quince años después del lanzamiento del GNU/Linux, los usuarios de ese mismo sistema operativo aún tienden a llamarlo con un nombre equivocado, llamandolo Linux, apenas una parte del sistema.

Linux la verdad es un kernel, el nucleo de el sistema operativo, el cual es responsable de la interaccion con los perifericos, gestion de recursos de la maquina, osea, el kernel es una parte escencial del sistema como cualquier otra. Ya podemos concluir entonces que aunque la justicia no sea el unico motivo, es totalmente equivocado llamar todo el sistema operativo de Linux, ya que ese nombre representa apenas una parte de todo el conjunto.

En ese punto de la discusion debemos regrsar un poco en la historia, en la decada de los 80’s cuando surgio el Proyecto GNU, creado por Richard Matthew Stallman. El objectivo del Projecto GNU, era crear un sistema operativo totalmente livre, un sistema solo contiendo programas livres qué non

 

Se está traduzciendo el articulo.

 

Copyright 2007 Marcel Ribeiro Dantas

Se permite la distribución y la copia literal de este artículo en su totalidad por cualquier medio, sin pago de derechos, siempre y cuando se conserve la nota de copyright, el URL oficial del artículo y esta nota de permiso.

http://www.slackware-rn.com.br/~vuln/2007/07/19/gnulinux-o-linux/

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Versão em Português
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GNU/Linux or Linux?

Quinta-feira, Julho 19th, 2007

Marcel Ribeiro Dantas
<ribeirodantas@slackware-rn.com.br>
Cabeça de um gnu, elemento que representa o Software Livre.Pinguim, animal representante do Linux
GNU/Linux or Linux?

Fifteen years after the release of the GNU/Linux, the users of this operating system still call it ‘Linux’, an incorrect name, which is only a piece of the system.

Linux is a kernel, the nucleus, also called the core of the operating system, which has as function manage the peripherals and the resources of the machine, that is, an essential part of the system. therefore, we can conclude in spite of the justice is not the only reason, is not fair to call all the Operating System like Linux, once that name is only a piece of all.

In this point of discussion, is necessary go back in the history, decade of 80, when Richard Stallman created the GNU Project [2]. The objective of GNU Project, was create an operating system totally free, a system containing only free softwares that does not restrict the users anyway and did not make the users to sign licenses and terms to do not share these softwares with nobody.

Once the Unix was proprietary and the objective of the GNU Project was to build a operating system totally free, they built several softwares based on the Unix softwares structure, preserving the freedom. Hence GNU is a recursive acronym for GNU is Not Unix.

Knowing the history of GNU Project, you will see years after the start of project (1984), at the beginning of decade 90, was almost totally finished. All the softwares with the collaboration of people from all world have been finished, but still it lacked a part; the kernel. They had started the development of the GNU Hurd, the kernel waited to fill this gap, but the Finish Linus Torvalds filled it relicensing such as free software the kernel Linux, that was published one year before, with a recommendation that it will be used with Operating System GNU.

So, besides of the justice question, the Linux after much time of the GNU Project’s beginning, started to participate of it. Then, GNU is not a part of Linux, but Linux is a part of GNU, although this not make much difference.

The problem is that many users have several reasons to call only Linux, maybe because Linux is minor, more simple to pronounce (is pronounced LI-nux and guh-noo LInux in the case of GNU/Linux), bad faith or only ignorance, because does not know the term. We can see then, more one time, that the correct is to call all the system as GNU/Linux, once we want to refer to all the system, or only Linux if you want to refer just for the kernel.

A bigger problem yet, in this nomenclature, is the disrespect with the various users that worked high in the GNU Project and instead of being recognized equally the developers of the Linux, they are forgotten even though the GNU is bigger than the Linux. If you do not believe in what you just read, continue reading and will obtain arguments of this affirmation, which include applications such as GNU C Libraries (glibc), GNU Emacs and other. Clicking here you will obtain access for a list of GNU packages in the tree of packages of Slackware current (A GNU/Linux distribution). The Linux limited itself only as kernel-headers, kernel-modules and kernel-source.

In agreement with the public server of the kernel Linux, the size of the Linux for download is:

linux-2.6.22.tar.gz 08-Jul-2007 23:48 54M (234 MB uncomprenssed)

Using for example the Slackware distribution of GNU/Linux, the size of parcial operating System GNU (all the packages of Project GNU in the Slackware) is:

Operating System GNU (Parcial) 01-07-2007 23:23:00 (1178 MB uncomprenssed)

*: wasn’t calculated the packages in /testing directory.

Then, isn’t necessary to call the Operating System GNU/Linux of only linux, because the Operating System GNU is bigger than Linux (four times bigger, in agreement with data already cited).

I hope that in the end of this article you can properly understand why some people call GNU/Linux, other call different names and what mean these nomenclatures. Remember that the GNU Project also think about “free speech”, that is, you have all right to call for the name that you want, however if you want to respect for the effort of some people of the world, including Brazilians, does not have bad faith. Call it by the correct name; GNU/Linux.


Copyright 2007 Marcel Ribeiro Dantas

Permission is granted to make and distribute verbatim copies of this entire document without royalty provided the copyright notice, the document’s official URL, and this permission notice are preserved.

http://www.slackware-rn.com.br/~vuln/2007/07/19/gnulinux-or-linux/

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GNU/Linux ou Linux?

Quarta-feira, Julho 18th, 2007

 

Marcel Ribeiro Dantas
<ribeirodantas@slackware-rn.com.br>
Cabeça de um gnu, elemento que representa o Software Livre.Pinguim, animal representante do Linux
GNU/Linux ou Linux?

Mais de quinze anos depois do lançamento do GNU/Linux, os usuários desse mesmo sistema operacional ainda tendem a chamá-lo de um modo incorreto, o nominando como Linux, apenas uma parte do sistema.

O Linux na verdade é um kernel, o núcleo do sistema operacional, parte essa responsável pela interação com os periféricos, gerenciamento dos recursos da máquina, ou seja, o kernel é uma parte essencial do sistema como qualquer outra. Já podemos concluir então que embora a justiça não seja o único motivo, é totalmente errado chamar todo o sistema operacional de Linux, já que esse nome representa apenas uma parte de todo o conjunto.

É nesse ponto da discussão que devemos retornar um pouco na história, na década de 80 quando surgiu o Projeto GNU [2], criado por Richard Matthew Stallman. O objetivo do Projeto GNU, era criar um Sistema Operacional totalmente livre, um sistema apenas contendo softwares livres que não restringissem de modo algum a liberdade do usuário nem o obrigasse a aceitar licenças e termos que levassem ele a trair a si próprio e o resto da sociedade.

Como o Unix era proprietário e o objetivo do projeto GNU era construir um sistema operacional totalmente livre, eles basearam-se na estrutura do Unix, reescrevendo cada software e preservando a liberdade, por isso GNU é um acrônimo recursivo para Gnu Não é Unix (do inglês GNU is Not Unix).

Sabendo a história do Projeto GNU, você irá notar que anos depois do início do projeto (dado início em 1984) e meados da década de 90 estava quase tudo terminado. Todos os softwares com a ajuda de diversos colaboradores ao redor do mundo tinham sido concluídos mas faltava ainda uma pequena parte; o kernel. Eles iniciaram o desenvolvimento do GNU Hurd, o kernel esperado para preencher essa lacuna, porém o finlandês Linus Torvalds a preencheu relicenciando como software livre o núcleo Linux, que havia publicado um ano antes, com a recomendação de uso junto com o sistema operacional GNU.

Logo, após a questão de justiça, temos que o Linux depois de muito tempo do início do projeto GNU, começou a participar dele. Então, o GNU não é parte do Linux e sim o Linux do GNU, mesmo isso não fazendo muita diferença.

O problema é que muitos usuários por motivos bem variados preferem chamar apenas de Linux, seja lá pelo lado estético de ser um nome menor, mais simples de se dizer (pronuncia-se LÍ-nux e gúú-noo LÍnux no caso de GNU/Linux), má fé ou apenas ignorância em desconhecer o termo. Vemos então, mais uma vez, que o correto na realidade seria chamar o sistema de GNU/Linux afinal fazemos referência a ele como todo, ou apenas Linux se quisermos nos referir ao kernel (núcleo do sistema).

Problema maior ainda nessa nomenclatura, é o desrespeito a vários usuários que trabalharam no projeto GNU e em vez de serem reconhecidos igualmente os desenvolvedores do kernel, Linux, são esquecidos mesmo o GNU sendo bem maior do que o Linux. Se você não acredita no que acabou de ler, continue a leitura por onde irá obter provas da veracidade dessa afirmação, que inclui aplicações como a GNU C Libraries (glibc), GNU Emacs e outros. Clicando aqui você poderá ter acesso a lista dos pacotes GNU na árvore do current do Slackware (pós Slackware 12.0.0). O linux limita-se apenas ao kernel-headers, kernel-modules e kernel-source.

De acordo com o servidor público do kernel Linux, o tamanho do linux para download é:

linux-2.6.22.tar.gz 08-Jul-2007 23:48 54M (234 MB descompactado)

Tomando como exemplo a distribuição Slackware, o tamanho do Sistema Operacional GNU (soma dos pacotes pertencentes ao projeto) presente na distribuição é:

Sistema Operacional GNU 01-07-2007 23:23:00 1178 MB*

*: Não calculei os pacotes do Sistema Operacional GNU contidos no diretório /testing da distribuição.

Podemos ver então que não há necessidade de chamar o Sistema Operacional GNU/Linux de apenas Linux, pois o próprio GNU é muito maior (de acordo com os dados acima apresentados, quatro vezes maior). Interessante também citar que o Sistema Operacional GNU não se faz apenas de pacotes GNU e sim de diversos Softwares Livres que trabalham com os utilitários GNU.

Espero que ao fim desse artigo você possa saber por que uns chamam de um modo, outros de modos diversificados e qual a diferença de tais nomenclaturas. Lembrem-se que uma vez que o projeto GNU também pensa em “free speech” (liberdade de expressão), você tem total direito de chamar pelo nome que quiser, porém se quer ter respeito pelo esforço de várias pessoas ao redor do mundo, incluindo Brasileiros, não tenha má fé. Chame pelo nome correto; GNU/Linux.

Copyright 2007 Marcel Ribeiro Dantas

Permite-se distribuição, publicação e cópia literal da íntegra deste documento, sem pagamento de royalties, desde que sejam preservadas a nota de copyright, a URL oficial do documento e esta nota de permissão.

http://www.slackware-rn.com.br/~vuln/2007/07/18/gnulinux-ou-linux/

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GNU GPLv3; uma licença malvada?

Terca-feira, Julho 10th, 2007

GNU - Gnu is Not Unix

Olá a todos,

Gostaria inicialmente de agradecer aos usuários que tem mantido o acesso freqüente ao blog, me levando a postar com melhor conteúdo e em curtos intervalos de tempo, e ainda mais a fascinar-me por essa prática tão incrível que é manter um blog.

Estou de férias, outra vitória!! hehehe ;) Mesmo passando nem 20 dias de férias, vão ser o suficiente para colocar ordem nas atividades hehehe :D

Indo direto ao ponto temático do post; a GPLv3. Quando comecei a me interessar sobre licenças de Software Livre como a GNU GPL, licença usada em 3/4 dos Softwares Livres do mundo, ou seja, a mais usada apesar de não ser a primeira a surgir, ouvi comentários de várias pessoas sobre o rascunho da possível GPLv3 classificando que iria ser um fracasso, e ditos do tipo. O problema, é que misteriosamente esses comentários me fizeram ter uma certa aversão a GPLv3, de modo que quando cheguei a III Semana do Software Livre da Universidade Federal do Ceará e vi os bottons da GPLv3 e toda a empolgação do nosso grande representante do FSFLA em território nacional, Alexandre Oliva, em relação a GPLv3, fiquei curioso. Quando soube de sua palestra sobre as licenças existentes e suas modificações em relação a GPLv3, “Magic mirror on the net, what’s the fairest license yet? A GPLv3 fairness tale.”, (Em Inglês) não pude deixar de comparecer, marcando presença nessa excelente palestra.

GPLv3

Desde esse dia mudei todas as minhas concepções sobre a GPLv3, e em vez de abdicar fanaticamente das opiniões de meus amigos OU das do grande Alexandre Oliva, preferi ir a fundo e estudar a licença e o próprio Software Livre. Uma boa prática e até exercício para isso foi elaborar toda a documentação referente ao Gtool, uma simples ferramenta para o Slackware que eu sou desenvolvedor. O Get Tool está licenciado como GNU GPLv2 e graças ao lançamento da GNU GPLv3 e suas qualidades estou junto com o mantenedor do projeto vendo a possibilidade de migrar o mais rápido possível a ferramenta para a GNU GPLv3.

O que tenho visto nos últimos dias são vários blogs, sites de notícias e artigos indo de cara na GPLv3 e a criticando [1] com poucos dados, a definhando sem lógica e de todos os lados tentando derrubá-la como uma má licença sempre apenas com persuasão em vez de apresentar argumentos. Por isso, lhes mostro de primeira mão um artigo em versão longa escrita pelo Alexandre Oliva sobre as novidades da GPLv3, um pouco sobre a GPLv2 e suas diferenças e por que a GPLv3 nasceu; por frescura ou se realmente era preciso nos dias atuais.

Na minha opinião, que chega a se assemelhar muito com a imposta no rascunho do artigo, a GPLv3 nasceu principalmente para fornecer a você, desenvolvedor, mais defesa do seu Software em referência aos espertinhos que sempre estão de olho nas ambiguidades e coisas do tipo para aproveitar-se da licença. Desse modo, sendo mais explícita e adicionando alguns poucos detalhes para aumentar a compatibilidade com outras licenças nasce a GPLv3, uma GPLv2 bem melhorada e excelente para os dias de hoje, dias esses os quais várias empresas e usuários já driblaram as cláusulas da GPLv2.

Uma feliz leitura ao artigo do Oliva e até mais!

Você poderá ler uma versão não-oficial traduzida para o pt-br da GPLv3 clicando aqui. Ainda existe um artigo fazendo primeiras análises sobre a GPLv3 a partir do seu lançamento que pode ser obtido aqui.

Uma matéria mais detalhada e diferente, também escrita por mim, pode ser obtida na minha Coluna na Revista GostodeLer.

Marcel Ribeiro Dantas <ribeirodantas@slackware-rn.com.br>
http://sourceforge.net/projects/gtool

Quais os comandos mais utilizados?

Sabado, Julho 7th, 2007

Vagando perdido na web dos blogs, buscando alguns artigos interessantes para ler nas poucas horas vagas, deparei-me com o blog do Plutão (Rafael), o qual ele já havia publicado esse script em ShellScript e AWK através do link de outro blog, por isso fica como referência do script o post do blog dele; Quais os comandos que você mais utiliza no linux?

A linha abaixo faz uma contagem dos comandos mais utilizados de acordo com o seu .bash_history, revelado através do comando history:

history|awk '{print $2}'|awk 'BEGIN {FS="|"} {print $1}'|sort|uniq -c|sort -rn|head -10

Olhem o meu resultado:

85 ls
53 cd
47 vim
32 mplayer
26 sed
25 rm
24 gpg
23 cat
17 ps
16 su

O melhor é que se pode traçar até um perfil do usuário de acordo com os comandos mais utilizados. Eu sempre estou verificando os arquivos do sistema, o que mostra o su, estou vendo alguns parâmetros em uma ferramenta que sou desenvolvedor (sed, shellscript e awk), uso o vim como editor padrão, escuto músicas e vejo vídeos pelo mplayer, estava brincando ontem com o gpg e adoro listar os arquivos de um diretório :D hehehe

Até mais pessoal,

Marcel Ribeiro Dantas <ribeirodantas@slackware-rn.com.br>
http://sourceforge.net/projects/gtool

Anúncio detalhado do Slackware 12.

Quarta-feira, Julho 4th, 2007

Olá amigos e amigas, estão todos convidados a leitura seguinte, que os fará literalmente babar, frente a essa mais poderosa do que nunca distribuição Linux (Não se preocupem, é um anúncio verdadeiro :P)

Well folks, it’s that time to announce a new stable Slackware release
again. So, without further ado, announcing Slackware version 12.0!
Since we’ve moved to supporting the 2.6 kernel series exclusively (and
fine-tuned the system to get the most out of it), we feel that Slackware
12.0 has many improvements over our last release (Slackware 11.0) and is a
must-have upgrade for any Slackware user.

This first Slackware edition of the year combines Slackware’s legendary
simplicity (and close tracking of original sources), stability, and
security with some of the latest advances in Linux technology. Expect no
less than the best Slackware yet.

Veja mais em: Slackware
Até mais,

Marcel Ribeiro Dantas <ribeirodantas@slackware-rn.com.br>
http://sourceforge.net/projects/gtool


				

Slackware-HOWTO, Slackware 12 e GUS-DOC!

Segunda-feira, Julho 2nd, 2007

Hoje foi um dia feliz :)

Depois de tirar aquela velha soneca pela tarde que sempre passa um pouco do horário, pude retornar o trabalho de alguns projetos. Já fazia muito tempo que não dormia bem (quase um mês, graças as viagens) e agora, depois de voltar a ir a aula e re-acostumar com o horário pude reviver a tradução do Slackware-HOWTO. O mais engraçado, é que ontem pela noite traduzi mais um capítulo, e hoje pela manhã me encontro com o Luiz (redhate) e com o Roberto (PiterPUNK) para conversar sobre o GUS-DOC* que estava meio que esquecido.

Decidimos retirar a hospedagem oficial dos dados do Campus Virtual - EscolaBR, por onde através do DokeOS gerenciávamos as traduções. Agora, tudo que for traduzido será colocado no Wiki da SlackwareZine, afinal já era hora de termos um slack wiki Brasileiro atualizado por boa parte da comunidade. Existe o do Projeto Slack Saravá, mas o que pude ver ao passar por lá é que estava meio esquecido. Em compensação, me encontrei com o tão sumido Ricardo Pchevuzinske (que junto a mim traduziu o Slackware-HOWTO) e tivemos a oportunidade de terminar de vez a tradução. No momento, ela está hospedada no wiki da SlackwareZine no endereço abaixo:

http://wiki.slackwarezine.com.br/index.php/Slackware-HOWTO

É bem provável que hajam erros de formatação, gramática, concordância e por isso aclamamos a você que está lendo nesse momento, a quando possível através da leitura do wiki editar e corrigir o que lhe for conveniente. Lembrando que a equipe do wiki sempre está verificando possíveis alterações sem nexo e coisa do tipo. De repente, outra surpresa; “Slackware 12 is Released!“, quase morri do coração. Já estou fazendo o download da ISO, já que minutos atrás também foi liberada a imagem nos mirros.

Resumindo então pessoal, apesar da informalidade espero que o GUS-DOC* continue na ativa e ainda aproveito para agradecer o PiterPUNK pela sua participação ativa mesmo quando desconhecia em parte o projeto; afinal, apesar de não se atrair muito pela parte de tradução e sabendo que precisa dar mais atenção a outras partes como elaborar artigos para as novas releases do também novo Slackware, mesmo assim o fez já traduzindo vários arquivos que também constam no Wiki.

Sem querer prolongar o tópico então,

Abraços a todos,

PS: Depois de oficializado no Wiki da SlackwareZine, o Projeto GUS-DOC foi renomeado para SlackDocs.

Até mais,

Marcel Ribeiro Dantas <ribeirodantas@slackware-rn.com.br>
http://sourceforge.net/projects/gtool